{"id":3612,"date":"2022-02-24T23:47:30","date_gmt":"2022-02-25T02:47:30","guid":{"rendered":"https:\/\/cubataonoticias.com\/?p=3612"},"modified":"2022-02-25T07:43:21","modified_gmt":"2022-02-25T10:43:21","slug":"38-anos-da-maior-tragedia-que-cubatao-vivenciou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/new.cubataonoticias.com\/index.php\/2022\/02\/24\/38-anos-da-maior-tragedia-que-cubatao-vivenciou\/","title":{"rendered":"38 anos da  trag\u00e9dia que pode ter deixado 508 mortos em Cubat\u00e3o."},"content":{"rendered":"<p>A Vila Soc\u00f3, que ficava \u00e0 margem da\u00a0<a class=\"mw-redirect\" title=\"Via Anchieta\" href=\"https:\/\/pt.m.wikipedia.org\/wiki\/Via_Anchieta\">via Anchieta<\/a>\u00a0sobre uma faixa de mangue de aproximadamente 2\u00a0000 m\u00a0x\u00a080\u00a0m, tinha pouco mais de 6 mil habitantes distribu\u00eddos em cerca de seiscentos barracos, segundo dados de autoridades na \u00e9poca. Por outro lados, sobreviventes estimaram em at\u00e9 12 mil o n\u00famero de moradores e entre 1\u00a0200 e 2\u00a0500 a quantidade de barracos que compunham a favela. Boa parte da favela era sustentada por palafitas fincadas por quase todo o mangue. Os barracos eram ladeados por pontes (ou passarelas) de madeira, constru\u00eddas para a circula\u00e7\u00e3o dos moradores.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3616\" src=\"https:\/\/cubataonoticias.com\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/screenshot_937.png\" alt=\"\" width=\"626\" height=\"767\" srcset=\"https:\/\/new.cubataonoticias.com\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/screenshot_937.png 626w, https:\/\/new.cubataonoticias.com\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/screenshot_937-245x300.png 245w, https:\/\/new.cubataonoticias.com\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/screenshot_937-343x420.png 343w\" sizes=\"(max-width: 626px) 100vw, 626px\" \/><\/p>\n<p>Pouco antes do inc\u00eandio, 700 mil litros de gasolina vazaram de um duto de uma refinaria da Petrobras localizada pr\u00f3ximo \u00e0 regi\u00e3o, o que contribuiu para seu in\u00edcio.N\u00e3o se sabe se o fogo foi causado por uma fa\u00edsca de um f\u00f3sforo ou um curto-circuito. O inc\u00eandio come\u00e7ou por volta da meia noite, na madrugada entre os dias 24 e 25 de fevereiro de 1984, na favela de Vila Soc\u00f3, em Cubat\u00e3o, no estado de S\u00e3o Paulo. Um dos primeiros bombeiros a chegar ao local foi o coronel reformado da Pol\u00edcia Militar, Jos\u00e9 Marques Trov\u00e3o Neto, que comentou que n\u00e3o tinha ideia da dimens\u00e3o do inc\u00eandio, onde viu &#8220;muita tristeza&#8221;: &#8220;Os moradores nos [procuravam] para irmos at\u00e9 os barracos deles e n\u00f3s \u00edamos at\u00e9 l\u00e1 e estavam mulheres, crian\u00e7as, beb\u00eas todos carbonizados. Foi muito triste&#8221;. O fogo atingiu 1,2 mil barracos, matando 93 pessoas e deixando 3 mil desabrigadas, segundo dados oficiais.<\/p>\n<p>O acidente teve destaque em toda a imprensa. Investiga\u00e7\u00f5es posteriores confirmaram que uma falha de comunica\u00e7\u00e3o entre um funcion\u00e1rio da Refinaria Presidente Bernardes, em Cubat\u00e3o, e uma das pessoas respons\u00e1veis pela opera\u00e7\u00e3o de um dos terminais da estatal, localizado no Porto de Santos, foi a prov\u00e1vel causa do inc\u00eandio, Naquele dia, seria transferida uma grande quantidade de gasolina para o terminal, interligado com a refinaria por dutos que passavam debaixo da favela. Tempo antes do desastre, quando milhares de litros de gasolina come\u00e7avam a ser transportados por um dos dutos, estava totalmente fechada uma v\u00e1lvula do terminal, que deveria estar aberta para receber o combust\u00edvel. Isso possivelmente causou uma forte press\u00e3o no duto, culminando no seu rompimento e, consequentemente, no vazamento de cerca de 700 mil litros de gasolina, que se espalharam rapidamente pelas lamas do mangue. Assim, em poucos instantes, um fogar\u00e9u se alastrou por toda a favela. Tamb\u00e9m n\u00e3o foi descartada a hip\u00f3tese de m\u00e1 conserva\u00e7\u00e3o dos dutos, constru\u00eddos nos anos 40, e sem manuten\u00e7\u00e3o h\u00e1 anos.<sup id=\"cite_ref-f5_1-2\" class=\"reference\"><\/sup><\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao socorro \u00e0s v\u00edtimas, houve um fator agravante: ao ser alertada por moradores logo no in\u00edcio do inc\u00eandio, a Petrobras declarou que n\u00e3o poderia tomar nenhuma decis\u00e3o at\u00e9 a chegada de seu engenheiro respons\u00e1vel, que residia em Santos. Segundo um tenente da Pol\u00edcia Militar, que coordenava os socorros na favela, a espera de mais de uma hora pela chegada do profissional complicou ainda mais os trabalhos de busca. A atitude da Petrobras foi classificada como de neglig\u00eancia.<sup id=\"cite_ref-f5_1-3\" class=\"reference\"><\/sup><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3617\" src=\"https:\/\/cubataonoticias.com\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/446040-400x600-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/new.cubataonoticias.com\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/446040-400x600-1.jpeg 400w, https:\/\/new.cubataonoticias.com\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/446040-400x600-1-200x300.jpeg 200w, https:\/\/new.cubataonoticias.com\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/446040-400x600-1-280x420.jpeg 280w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p>Os n\u00fameros oficiais do inc\u00eandio s\u00e3o de 93 mortos, conforme apura\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Militar. Entretanto, s\u00e3o contestados por entidades e testemunhas que vivenciaram o epis\u00f3dio. Segundo eles, o n\u00famero de v\u00edtimas poderia chegar a quatrocentos, j\u00e1 que informa\u00e7\u00f5es paralelas \u00e0s oficiais relatavam que mais de trezentas pessoas, em sua maioria crian\u00e7as, desapareceram ap\u00f3s a trag\u00e9dia.<sup id=\"cite_ref-f5_1-4\" class=\"reference\"><\/sup>\u00a0Segundo documentos in\u00e9ditos obtidos pelo\u00a0<i><a title=\"Jornal da Band\" href=\"https:\/\/pt.m.wikipedia.org\/wiki\/Jornal_da_Band\">Jornal da Band<\/a><\/i>\u00a0em 2014, o n\u00famero total de v\u00edtimas fatais pode ser de 508.<sup id=\"cite_ref-4\" class=\"reference\"><\/sup><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Vila Soc\u00f3, que ficava \u00e0 margem da\u00a0via Anchieta\u00a0sobre uma faixa de mangue de aproximadamente 2\u00a0000 m\u00a0x\u00a080\u00a0m, tinha pouco mais de 6 mil habitantes distribu\u00eddos em cerca de seiscentos barracos, segundo dados de autoridades na \u00e9poca. 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Investiga\u00e7\u00f5es posteriores confirmaram que uma falha de comunica\u00e7\u00e3o entre um funcion\u00e1rio da Refinaria Presidente Bernardes, em Cubat\u00e3o, e uma das pessoas respons\u00e1veis pela opera\u00e7\u00e3o de um dos terminais da estatal, localizado no Porto de Santos, foi a prov\u00e1vel causa do inc\u00eandio, Naquele dia, seria transferida uma grande quantidade de gasolina para o terminal, interligado com a refinaria por dutos que passavam debaixo da favela. Tempo antes do desastre, quando milhares de litros de gasolina come\u00e7avam a ser transportados por um dos dutos, estava totalmente fechada uma v\u00e1lvula do terminal, que deveria estar aberta para receber o combust\u00edvel. Isso possivelmente causou uma forte press\u00e3o no duto, culminando no seu rompimento e, consequentemente, no vazamento de cerca de 700 mil litros de gasolina, que se espalharam rapidamente pelas lamas do mangue. Assim, em poucos instantes, um fogar\u00e9u se alastrou por toda a favela. Tamb\u00e9m n\u00e3o foi descartada a hip\u00f3tese de m\u00e1 conserva\u00e7\u00e3o dos dutos, constru\u00eddos nos anos 40, e sem manuten\u00e7\u00e3o h\u00e1 anos. Com rela\u00e7\u00e3o ao socorro \u00e0s v\u00edtimas, houve um fator agravante: ao ser alertada por moradores logo no in\u00edcio do inc\u00eandio, a Petrobras declarou que n\u00e3o poderia tomar nenhuma decis\u00e3o at\u00e9 a chegada de seu engenheiro respons\u00e1vel, que residia em Santos. Segundo um tenente da Pol\u00edcia Militar, que coordenava os socorros na favela, a espera de mais de uma hora pela chegada do profissional complicou ainda mais os trabalhos de busca. A atitude da Petrobras foi classificada como de neglig\u00eancia. Os n\u00fameros oficiais do inc\u00eandio s\u00e3o de 93 mortos, conforme apura\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Militar. Entretanto, s\u00e3o contestados por entidades e testemunhas que vivenciaram o epis\u00f3dio. 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Investiga\u00e7\u00f5es posteriores confirmaram que uma falha de comunica\u00e7\u00e3o entre um funcion\u00e1rio da Refinaria Presidente Bernardes, em Cubat\u00e3o, e uma das pessoas respons\u00e1veis pela opera\u00e7\u00e3o de um dos terminais da estatal, localizado no Porto de Santos, foi a prov\u00e1vel causa do inc\u00eandio, Naquele dia, seria transferida uma grande quantidade de gasolina para o terminal, interligado com a refinaria por dutos que passavam debaixo da favela. Tempo antes do desastre, quando milhares de litros de gasolina come\u00e7avam a ser transportados por um dos dutos, estava totalmente fechada uma v\u00e1lvula do terminal, que deveria estar aberta para receber o combust\u00edvel. Isso possivelmente causou uma forte press\u00e3o no duto, culminando no seu rompimento e, consequentemente, no vazamento de cerca de 700 mil litros de gasolina, que se espalharam rapidamente pelas lamas do mangue. Assim, em poucos instantes, um fogar\u00e9u se alastrou por toda a favela. Tamb\u00e9m n\u00e3o foi descartada a hip\u00f3tese de m\u00e1 conserva\u00e7\u00e3o dos dutos, constru\u00eddos nos anos 40, e sem manuten\u00e7\u00e3o h\u00e1 anos. Com rela\u00e7\u00e3o ao socorro \u00e0s v\u00edtimas, houve um fator agravante: ao ser alertada por moradores logo no in\u00edcio do inc\u00eandio, a Petrobras declarou que n\u00e3o poderia tomar nenhuma decis\u00e3o at\u00e9 a chegada de seu engenheiro respons\u00e1vel, que residia em Santos. Segundo um tenente da Pol\u00edcia Militar, que coordenava os socorros na favela, a espera de mais de uma hora pela chegada do profissional complicou ainda mais os trabalhos de busca. A atitude da Petrobras foi classificada como de neglig\u00eancia. Os n\u00fameros oficiais do inc\u00eandio s\u00e3o de 93 mortos, conforme apura\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Militar. Entretanto, s\u00e3o contestados por entidades e testemunhas que vivenciaram o epis\u00f3dio. 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Por outro lados, sobreviventes estimaram em at\u00e9 12 mil o n\u00famero de moradores e entre 1\u00a0200 e 2\u00a0500 a quantidade de barracos que compunham a favela. Boa parte da favela era sustentada por palafitas fincadas por quase todo o mangue. Os barracos eram ladeados por pontes (ou passarelas) de madeira, constru\u00eddas para a circula\u00e7\u00e3o dos moradores. Pouco antes do inc\u00eandio, 700 mil litros de gasolina vazaram de um duto de uma refinaria da Petrobras localizada pr\u00f3ximo \u00e0 regi\u00e3o, o que contribuiu para seu in\u00edcio.N\u00e3o se sabe se o fogo foi causado por uma fa\u00edsca de um f\u00f3sforo ou um curto-circuito. O inc\u00eandio come\u00e7ou por volta da meia noite, na madrugada entre os dias 24 e 25 de fevereiro de 1984, na favela de Vila Soc\u00f3, em Cubat\u00e3o, no estado de S\u00e3o Paulo. Um dos primeiros bombeiros a chegar ao local foi o coronel reformado da Pol\u00edcia Militar, Jos\u00e9 Marques Trov\u00e3o Neto, que comentou que n\u00e3o tinha ideia da dimens\u00e3o do inc\u00eandio, onde viu &#8220;muita tristeza&#8221;: &#8220;Os moradores nos [procuravam] para irmos at\u00e9 os barracos deles e n\u00f3s \u00edamos at\u00e9 l\u00e1 e estavam mulheres, crian\u00e7as, beb\u00eas todos carbonizados. Foi muito triste&#8221;. O fogo atingiu 1,2 mil barracos, matando 93 pessoas e deixando 3 mil desabrigadas, segundo dados oficiais. O acidente teve destaque em toda a imprensa. Investiga\u00e7\u00f5es posteriores confirmaram que uma falha de comunica\u00e7\u00e3o entre um funcion\u00e1rio da Refinaria Presidente Bernardes, em Cubat\u00e3o, e uma das pessoas respons\u00e1veis pela opera\u00e7\u00e3o de um dos terminais da estatal, localizado no Porto de Santos, foi a prov\u00e1vel causa do inc\u00eandio, Naquele dia, seria transferida uma grande quantidade de gasolina para o terminal, interligado com a refinaria por dutos que passavam debaixo da favela. Tempo antes do desastre, quando milhares de litros de gasolina come\u00e7avam a ser transportados por um dos dutos, estava totalmente fechada uma v\u00e1lvula do terminal, que deveria estar aberta para receber o combust\u00edvel. Isso possivelmente causou uma forte press\u00e3o no duto, culminando no seu rompimento e, consequentemente, no vazamento de cerca de 700 mil litros de gasolina, que se espalharam rapidamente pelas lamas do mangue. Assim, em poucos instantes, um fogar\u00e9u se alastrou por toda a favela. Tamb\u00e9m n\u00e3o foi descartada a hip\u00f3tese de m\u00e1 conserva\u00e7\u00e3o dos dutos, constru\u00eddos nos anos 40, e sem manuten\u00e7\u00e3o h\u00e1 anos. Com rela\u00e7\u00e3o ao socorro \u00e0s v\u00edtimas, houve um fator agravante: ao ser alertada por moradores logo no in\u00edcio do inc\u00eandio, a Petrobras declarou que n\u00e3o poderia tomar nenhuma decis\u00e3o at\u00e9 a chegada de seu engenheiro respons\u00e1vel, que residia em Santos. Segundo um tenente da Pol\u00edcia Militar, que coordenava os socorros na favela, a espera de mais de uma hora pela chegada do profissional complicou ainda mais os trabalhos de busca. A atitude da Petrobras foi classificada como de neglig\u00eancia. Os n\u00fameros oficiais do inc\u00eandio s\u00e3o de 93 mortos, conforme apura\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Militar. Entretanto, s\u00e3o contestados por entidades e testemunhas que vivenciaram o epis\u00f3dio. Segundo eles, o n\u00famero de v\u00edtimas poderia chegar a quatrocentos, j\u00e1 que informa\u00e7\u00f5es paralelas \u00e0s oficiais relatavam que mais de trezentas pessoas, em sua maioria crian\u00e7as, desapareceram ap\u00f3s a trag\u00e9dia.\u00a0Segundo documentos in\u00e9ditos obtidos pelo\u00a0Jornal da Band\u00a0em 2014, o n\u00famero total de v\u00edtimas fatais pode ser de 508.","og_url":"https:\/\/new.cubataonoticias.com\/index.php\/2022\/02\/24\/38-anos-da-maior-tragedia-que-cubatao-vivenciou\/","og_site_name":"Cubat\u00e3o Not\u00edcias","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/CubataoNoticiasOficial\/","article_published_time":"2022-02-25T02:47:30+00:00","article_modified_time":"2022-02-25T10:43:21+00:00","og_image":[{"width":1440,"height":885,"url":"https:\/\/new.cubataonoticias.com\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Point-Blur_Feb242022_234519.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Cubat\u00e3o Not\u00edcias","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@CubataoNoticias","twitter_site":"@CubataoNoticias","twitter_misc":{"Escrito por":"Cubat\u00e3o Not\u00edcias","Est. tempo de leitura":"4 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/new.cubataonoticias.com\/index.php\/2022\/02\/24\/38-anos-da-maior-tragedia-que-cubatao-vivenciou\/","url":"https:\/\/new.cubataonoticias.com\/index.php\/2022\/02\/24\/38-anos-da-maior-tragedia-que-cubatao-vivenciou\/","name":"38 anos da trag\u00e9dia que pode ter deixado 508 mortos em Cubat\u00e3o. - 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